"Caso tenha lido no briefing do trabalho, ela é uma importante jornalista de um grande jornal da cidade. Ultimamente, ela tem xeretado alguns dos meus negócios. Não passa de imprensa marrom e sensacionalista, mas um empresário com eu não pode deixar esse tipos de boatos se espalharem" disse-me Bianucci.
"Então, pelo visto, você quer que eu destrua essas informações difamatórias que ela tem sobre você? Não deve ser um trabalho difícil. Você sabe se ela tem uma cópia de segurança?"
"Com certeza não será difícil para alguém como você. Dificilmente ela possuiria uma cópia de segurança. A concorrência entre as mídias está muito acirrada. Quanto mais cópias, mais fácil de algum concorrente achar essas informações e publica-las como se fossem dele."
"O que as pessoas não fazem por um pouco de dinheiro, não é?"
"Sim," interrompeu Philip "as vezes as pessoas são muito sujas. Então, acho que o que nos resta é acertara como vai ser o pagamento"
"Okay, discutam essas coisas vocês dois. Preciso estudar um pouco mais esse alvo" peguei no envelope que antes havia recusado e me dirijo a saída do escritório.
"Você não sabe como será de valia para mim, até logo" se despedia Bianucci com um sorriso folgado no rosto.
domingo, 4 de março de 2012
sábado, 3 de março de 2012
Os 50 discos mais importantes (para mim) - 45
Plastic Ono Band de John Lennon
O que mais me impressionou nesse albúm foi a sinceridade latente dele. Talvez por conhecer alguma coisa da história dos Beatles e, consequentemente, também a de John Lennon; essa sinceridade ficou bem clara desde a primeira vez que o escutei. John gritava em suas letras tudo pelo o que ele tinha passado, seja nos Beatles ou durante sua infância.
O ano era 1970 e os Beatles tinham acabado de se dissolver. John, finalmente, se via livre daquele furacão de loucura que suas músicas o tinham posto desde Love Me Do. Para inaugurar essa fase, nada melhor do que exorcizar todos seus demônios. John acabara de fazer terapia primal e coragem não faltaria para ele tirar um pedaço seu e grava-lo em um novo vinil.
Um dos trechos mais bonitos que encontrei foi o da faixa God: "I was the walrus, but now I'm John". Essa frase sintetizava tudo pelo o que ele estava passando. Usando a figura da morsa da música I Am The Walrus como metonímia do mito John Lennon que foi criado durante sua época de Beatle, John manifesta o desejo de ser apenas John, a pessoa, com todas suas qualidades e defeitos.
Lennon seria baleado 10 anos mais tarde. Infelizmente, John não poderia escrever mais músicas; mas sua obra ainda perdurará por muitas décadas. O mito John Lennon ainda esta vivo e, o mais importante, sua alma está viva nesse disco. Se você escutar com bastante atenção esse disco do início ao fim, ainda poderá ouvir a batida do coração de John.
O que mais me impressionou nesse albúm foi a sinceridade latente dele. Talvez por conhecer alguma coisa da história dos Beatles e, consequentemente, também a de John Lennon; essa sinceridade ficou bem clara desde a primeira vez que o escutei. John gritava em suas letras tudo pelo o que ele tinha passado, seja nos Beatles ou durante sua infância.
O ano era 1970 e os Beatles tinham acabado de se dissolver. John, finalmente, se via livre daquele furacão de loucura que suas músicas o tinham posto desde Love Me Do. Para inaugurar essa fase, nada melhor do que exorcizar todos seus demônios. John acabara de fazer terapia primal e coragem não faltaria para ele tirar um pedaço seu e grava-lo em um novo vinil.
Um dos trechos mais bonitos que encontrei foi o da faixa God: "I was the walrus, but now I'm John". Essa frase sintetizava tudo pelo o que ele estava passando. Usando a figura da morsa da música I Am The Walrus como metonímia do mito John Lennon que foi criado durante sua época de Beatle, John manifesta o desejo de ser apenas John, a pessoa, com todas suas qualidades e defeitos.
Lennon seria baleado 10 anos mais tarde. Infelizmente, John não poderia escrever mais músicas; mas sua obra ainda perdurará por muitas décadas. O mito John Lennon ainda esta vivo e, o mais importante, sua alma está viva nesse disco. Se você escutar com bastante atenção esse disco do início ao fim, ainda poderá ouvir a batida do coração de John.
quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012
Ween
Esse é um vídeo de uma banda que conheci recentemente. Foi vendo um episódio de South Park onde Ween toca The Rainbow no show beneficente para o Chef que os conheci. Embora eu ache que já tenha ouvido falar de Ween em um passado longínquo, foi um pouco depois de ver esse episódio que decidi garimpar mais músicas dessa banda.
A banda, cujo principais integrantes são Dean e Gene Ween, começou a gravar seus primeiros discos em meados dos anos 90. Eles costumavam usar um mini-estúdio e uma drum machine para gravar suas músicas. A razão de ter escolhido o vídeo acima é justamente por isso. Nessa apresentação, eles apresentam uma das músicas do seu próximo disco, Chocolate and Cheese, com o acompanhamento de um gravador.
Se o formato da apresentação já intriga, suas músicas não ficam para trás. Suas canções flutuam entre vários estilos sempre tendendo a fazer um rock experimental. Muito embora essa tendência se, para citar a diversidade musical da banda, não deveria deixar de citar o disco 12 Golden Country Greats. Nesse disco, eles convidaram famosos músicos de country e gravaram somente músicas desse estilo.
![]() |
| quebec (2003) |
![]() |
| Chocolate And Cheese (1994) |
terça-feira, 28 de fevereiro de 2012
Exit Through The Gift Shop
Hoje vou falar de um documentário de 2010 feito por Banksy Para quem não sabe, ele é um artista de rua que ganhou uma crescente atenção da mídia no últimos tempos. Ele é famoso por imagens ou ações controversas como botar seus quadros, sem a devida permissão em um museu ou grafitar o muro da cisjordânia.
O filme é um documentário chamado The Exit Trough The Gift Shop. Quando me interessei a ver esse filme, achava que era um documentário sobre o Banksy. Mas estava errado, o filme conta a história de Thierry, um francês que mora em Los Angeles e através de sua história, conta a história do movimento dos artistas de rua.
Se você der uma checada no IMDB, irá conferir que o filme também é classificado como comédia. Embora isso pareça difícil para um documentário, ao ver o filme você percebe o porquê dessa classificação. Essa história é tão impressionante e , ao mesmo tempo, ridícula que a torna difícil de a crer verídica.
Embora a história de Thierry se assemelhe a uma narrativa como a de Borat, o filme serve como crítica ao mercado da arte contemporânea. Além disso; o documentário nos faz incorporar no contexto da arte de rua que, embora já exista faz um bom tempo, nunca tinha sido levado a sério.
A personalidade controversa de Banksy nos faz duvidar se a história é verídica ou não. Mas isso é o que menos importa, ela é real o bastante para merecer ser contada.
domingo, 26 de fevereiro de 2012
O Assassino - Capítulo 2
Não costumo gostar das pessoas da primeira vez que as vejo, com ele não foi diferente. Para mim, ele parecia aqueles tipos que sempre foram bem de vida e nunca enfrentou qualquer tipo de problema. Aquela cara presunçosa estava pedindo por uma surra.
Mas, infelizmente, quando se tem um estômago para alimentar; a vida te obriga a agir profissionalmente. Um bom advérbio para substituir covarde. Porém, como não sou Batman nem Superman, não declino ouvir a proposta de um cliente.
"Boa tarde senhor, ouvi falar muito de você. Meu nome é Ricardo Bianucci" ele se apresentava para mim "eu não quero que você mate ela. Eu quero que você destrua algo que ela roubou de mim"
"Desculpa" respondia-lhe "acho que você está falando com o cara errado, sou apenas um assassino. Eu mato pessoas, é a única coisa que sei fazer"
"Não, muito pelo contrário você é a pessoa perfeita para o trabalho. Chequei minhas referências e me falaram muito bem de você. Sei do seu método de trabalho e sei que você vai saber executar o que te peço magistralmente"
"Senhor Bianucci, eu sei muito bem da minha capacidade. O grande problema é que não gosto desse tipo tipo de trabalho. Como já disse, o meu negócio é matar."
Philip insistiu "Vamos amigo, eu sei que você não é de recusar trabalho. Além do mais, o Senho Bianucci prometeu que, se tudo der certo, a recompensa vai ser gorda".Refleti um pouco e acabei aceitando o trabalho. Afinal, às vezes é necessário fazer certas coisas a contragosto.
Mas, infelizmente, quando se tem um estômago para alimentar; a vida te obriga a agir profissionalmente. Um bom advérbio para substituir covarde. Porém, como não sou Batman nem Superman, não declino ouvir a proposta de um cliente.
"Boa tarde senhor, ouvi falar muito de você. Meu nome é Ricardo Bianucci" ele se apresentava para mim "eu não quero que você mate ela. Eu quero que você destrua algo que ela roubou de mim"
"Desculpa" respondia-lhe "acho que você está falando com o cara errado, sou apenas um assassino. Eu mato pessoas, é a única coisa que sei fazer"
"Não, muito pelo contrário você é a pessoa perfeita para o trabalho. Chequei minhas referências e me falaram muito bem de você. Sei do seu método de trabalho e sei que você vai saber executar o que te peço magistralmente"
"Senhor Bianucci, eu sei muito bem da minha capacidade. O grande problema é que não gosto desse tipo tipo de trabalho. Como já disse, o meu negócio é matar."
Philip insistiu "Vamos amigo, eu sei que você não é de recusar trabalho. Além do mais, o Senho Bianucci prometeu que, se tudo der certo, a recompensa vai ser gorda".Refleti um pouco e acabei aceitando o trabalho. Afinal, às vezes é necessário fazer certas coisas a contragosto.
sábado, 25 de fevereiro de 2012
Os 50 discos mais importantes (para mim) - 46
A partir desse post todos os textos da série Os 50 Discos Mais Importantes (Para Mim) entrará no blog sábado. Vou tentar escreve-los com bastante antecedência, portanto não se preocupem com atrasos. Tudo vai estar em dia e vocês vão ter conteúdo novo toda semana.
Is This It? do Strokes
Os Strokes é uma banda especial para mim e, se você acompanha o blog desde sempre, já me ouviu falar deles por aqui. Caso você não venha com muita frequência, deixo esse link com um texto que sintetiza um pouco desse amor que tenho por essa banda.
Como todo fã de Strokes, tenho um carinho especial por esse disco. Embora o tenha descoberto tardiamente quando já não carregava seu impacto original, o disco me impressionou bastante. O vocal à lá Lou Reed de Julian misturado com os arranjos simples me deixavam embasbacados.
Está tudo ali. Todas queixas comuns de adolescentes drogados com uma pitada cool da cena de Nova York. Se o Songs For The Deaf é o disco perfeito dos anos 2000, o Is This It? é seu irmão gêmeo. Talvez um irmão mais novo.
Enfim, minha paixão por Strokes começou por aqui. Um disco redondo com músicas belíssimas que marcaram uma geração. Pois, embora tenha se passado uns 10 anos desde seu lançamento, quem não se lembra dos versos de Last Nite?
Is This It? do Strokes
Os Strokes é uma banda especial para mim e, se você acompanha o blog desde sempre, já me ouviu falar deles por aqui. Caso você não venha com muita frequência, deixo esse link com um texto que sintetiza um pouco desse amor que tenho por essa banda.
Como todo fã de Strokes, tenho um carinho especial por esse disco. Embora o tenha descoberto tardiamente quando já não carregava seu impacto original, o disco me impressionou bastante. O vocal à lá Lou Reed de Julian misturado com os arranjos simples me deixavam embasbacados.
Está tudo ali. Todas queixas comuns de adolescentes drogados com uma pitada cool da cena de Nova York. Se o Songs For The Deaf é o disco perfeito dos anos 2000, o Is This It? é seu irmão gêmeo. Talvez um irmão mais novo.
Enfim, minha paixão por Strokes começou por aqui. Um disco redondo com músicas belíssimas que marcaram uma geração. Pois, embora tenha se passado uns 10 anos desde seu lançamento, quem não se lembra dos versos de Last Nite?
quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012
Direito de sorrir
Essa terça-feira de carnaval ficou marcada pelo o que aconteceu no sambódromo de São Paulo. Insatisfeitos com as notas que haviam sido dadas, alguns dirigentes e torcedores das escolas de samba invadiram a área dos jurados. Notas foram rasgadas e espalhadas, troféus foram chutados, alegorias foram queimadas; enfim, o caos se instalou no local.
Esse foi um cenário de pena pelo simples fato daquela disputa desfocar qual é o real propósito do carnaval. Essas pessoas fora de si não se deram conta que, apesar de toda tradição da competição, ganhar ou não o troféu é o de menos nesses quatro dias de festa.
Essa festa não foi feita para satisfazer o ego de presidentes e dirigentes de escola com troféus. Essa festa é a festa do povo. Ela é feita para o povo e pelo povo. Sem ele, não existiria escolas de samba ou blocos de rua. Não existiria o carnaval.
O povo trabalha o ano inteiro arduamente para conseguir sobreviver. Esses quatro dias de festa existem para esquecer seus problemas financeiros, familiares e emocionais. Esses quatro dias existem para a massa festejar e exercer o seu direito de ser feliz.
Um dos episódios mais tristes da história do carnaval foi o incêndio que atingiu a cidade do samba em 2011. Sempre que passava na ponte e via aqueles prédios pintados de preto pelas chamas me sentia triste. Não por ter perdido qualquer coisa, mas por pensar em quantos sonhos foram destruidos naquele incêndio.
Carros alegóricos e fantasias não são feitos de notas ou troféus. Eles são feito dos sonhos e do suor daqueles que trabalharam um ano inteiro para ter seus 4 dias de glória. O carnaval, com todos os seus defeitos, é um direito do brasileiro; que muitas vezes é feito de otário, mas não cede o seu direito de sorrir.
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