A playlist de agosto já está no ar. Nela homenageamos Elis Regina, que está com uma exposição no CCBB, com a música Upa, Neguinho. Também homenageamos a peça Arena Conta Zumbi que está em cartaz no CCBB que conta com essa música no espetáculo.
Outra homenagem que fizemos foi a Nelson Rodrigues e seus 100 anos. A música Pecado Original de Caetano Veloso serviu como trilha sonora para o filme A Dama do Lotação, baseado em história de Nelson e que contava com Sônia Braga em seu auge como protagonista.
Também nessa playlist se encontram as bandas Blur, Grandaddy, Okkervil River e Simon & Garfunkel. Aproveitem!
sexta-feira, 17 de agosto de 2012
quinta-feira, 16 de agosto de 2012
O Fiasco Brasileiro Nas Olimpíadas
Três medalhas de outro, algumas de prata e outras de bronze, imprecisamente, esse fora o saldo final da delegação brasileira nas Olimpíadas de Londres 2012. Podemos considerar isso um fiasco? Se analisarmos friamente os números, a resposta é sim. Em um país gigantesco e rico como é o nosso, esse é um resultado ridículo fruto da falta de políticas eficientes de apoio ao esporte.Mas falar disso é falar mais do mesmo. O que eu queria mesmo questionar é: qual a real importância de um quadro de medalhas? Reunir países de todos os cantos do mundo para competir amistosamente em um evento que simboliza a paz entre os povos não é mais importante?
Criar atletas ultra-competitivos e deformados que só sabem fazer uma coisa de sua vida nunca deveria ser a prioridade de nenhum país. O ser humano não foi feito para fazer algo exclusivamente, o esporte é parte importante dessa existência, mas treinar seus pulos e malabarismos até arrebentar seus joelhos não deveria ser algo louvável. Não devo questionar a escolha de alguém, mas pressionar um indivíduo para a conquista de algo é uma atitude covarde.
As medalhas de ouro merecem o devido respeito, aplausos e congratulações. Mas igualmente os merecem a medalha de bronze suada, daquele que, mesmo sabendo que não haveria mais chances de ganhar ouro, fez o espirito esportivo falar mais alto. Também os merecem aqueles que nem medalhas receberam, mas enfrentaram todas as adversidades para representar seu país, que muitas vezes não o reconheceu. Ganhar é fácil, difícil é perder com graciosidade e honra.
Um país ganhar medalha é leviandade, mas um homem receber-la é grandiosidade e dentre todas, a melhor é a medalha do espírito esportivo. Ela não possui um material específico, pois ninguém se dignifica o suficiente para cedê-la a algum atleta. Nós não a vemos, mas a sentimos no peito do esportista que, independente da vitória ou derrota, sabe erguer a cabeça e reconhecer e amar seus adversários, não por ser melhor ou pior que ele, mas por reconhecer um igual.
Criar atletas ultra-competitivos e deformados que só sabem fazer uma coisa de sua vida nunca deveria ser a prioridade de nenhum país. O ser humano não foi feito para fazer algo exclusivamente, o esporte é parte importante dessa existência, mas treinar seus pulos e malabarismos até arrebentar seus joelhos não deveria ser algo louvável. Não devo questionar a escolha de alguém, mas pressionar um indivíduo para a conquista de algo é uma atitude covarde.
As medalhas de ouro merecem o devido respeito, aplausos e congratulações. Mas igualmente os merecem a medalha de bronze suada, daquele que, mesmo sabendo que não haveria mais chances de ganhar ouro, fez o espirito esportivo falar mais alto. Também os merecem aqueles que nem medalhas receberam, mas enfrentaram todas as adversidades para representar seu país, que muitas vezes não o reconheceu. Ganhar é fácil, difícil é perder com graciosidade e honra.
Um país ganhar medalha é leviandade, mas um homem receber-la é grandiosidade e dentre todas, a melhor é a medalha do espírito esportivo. Ela não possui um material específico, pois ninguém se dignifica o suficiente para cedê-la a algum atleta. Nós não a vemos, mas a sentimos no peito do esportista que, independente da vitória ou derrota, sabe erguer a cabeça e reconhecer e amar seus adversários, não por ser melhor ou pior que ele, mas por reconhecer um igual.
sábado, 10 de março de 2012
Os 50 discos mais importantes (para mim) - 44
Acabou Chorare dos Novos Baianos
Esse disco lançado em 1972 figura entre a lista de obras-primas da cultura brasileira. Acabou Chorare é um verdadeiro caldeirão em que um bruxo misturou o melhor da música nacional internacional. Misturando a guitarra de Jimi Hendrix e a Bossa Nova de João Gilberto, os Novos Baianos conseguiram fazer um álbum cosmopolita e extremamente brasileiro.
Brasileiro como a competente guitarra de Pepeu Gomes, um dos melhores guitarristas do mundo, e a poesia das letras e violão de Moraes Moreira. Se alguém ainda duvida, esse álbum é a verdadeira prova de que a Música Brasileira é uma das melhores do mundo. Os Novos Baianos conseguiram juntar pandeiro, cavaquinho e guitarra em uma bagunça gostosa.
Acabou Chorare é um dos álbums, ao lado de Chega De Saudade de João Gilberto e Construção de Chico Buarque, que deviam constar no curriculum escolar brasileiro. Condensam-se no disco tudo que é bom e brasileiro. O disco perfeito e que não devia passar em branco para ninguém que se considera um verdadeiro apreciador de música.
Esse disco lançado em 1972 figura entre a lista de obras-primas da cultura brasileira. Acabou Chorare é um verdadeiro caldeirão em que um bruxo misturou o melhor da música nacional internacional. Misturando a guitarra de Jimi Hendrix e a Bossa Nova de João Gilberto, os Novos Baianos conseguiram fazer um álbum cosmopolita e extremamente brasileiro.
Brasileiro como a competente guitarra de Pepeu Gomes, um dos melhores guitarristas do mundo, e a poesia das letras e violão de Moraes Moreira. Se alguém ainda duvida, esse álbum é a verdadeira prova de que a Música Brasileira é uma das melhores do mundo. Os Novos Baianos conseguiram juntar pandeiro, cavaquinho e guitarra em uma bagunça gostosa.
Acabou Chorare é um dos álbums, ao lado de Chega De Saudade de João Gilberto e Construção de Chico Buarque, que deviam constar no curriculum escolar brasileiro. Condensam-se no disco tudo que é bom e brasileiro. O disco perfeito e que não devia passar em branco para ninguém que se considera um verdadeiro apreciador de música.
domingo, 4 de março de 2012
O Assassino - Capítulo 3
"Caso tenha lido no briefing do trabalho, ela é uma importante jornalista de um grande jornal da cidade. Ultimamente, ela tem xeretado alguns dos meus negócios. Não passa de imprensa marrom e sensacionalista, mas um empresário com eu não pode deixar esse tipos de boatos se espalharem" disse-me Bianucci.
"Então, pelo visto, você quer que eu destrua essas informações difamatórias que ela tem sobre você? Não deve ser um trabalho difícil. Você sabe se ela tem uma cópia de segurança?"
"Com certeza não será difícil para alguém como você. Dificilmente ela possuiria uma cópia de segurança. A concorrência entre as mídias está muito acirrada. Quanto mais cópias, mais fácil de algum concorrente achar essas informações e publica-las como se fossem dele."
"O que as pessoas não fazem por um pouco de dinheiro, não é?"
"Sim," interrompeu Philip "as vezes as pessoas são muito sujas. Então, acho que o que nos resta é acertara como vai ser o pagamento"
"Okay, discutam essas coisas vocês dois. Preciso estudar um pouco mais esse alvo" peguei no envelope que antes havia recusado e me dirijo a saída do escritório.
"Você não sabe como será de valia para mim, até logo" se despedia Bianucci com um sorriso folgado no rosto.
"Então, pelo visto, você quer que eu destrua essas informações difamatórias que ela tem sobre você? Não deve ser um trabalho difícil. Você sabe se ela tem uma cópia de segurança?"
"Com certeza não será difícil para alguém como você. Dificilmente ela possuiria uma cópia de segurança. A concorrência entre as mídias está muito acirrada. Quanto mais cópias, mais fácil de algum concorrente achar essas informações e publica-las como se fossem dele."
"O que as pessoas não fazem por um pouco de dinheiro, não é?"
"Sim," interrompeu Philip "as vezes as pessoas são muito sujas. Então, acho que o que nos resta é acertara como vai ser o pagamento"
"Okay, discutam essas coisas vocês dois. Preciso estudar um pouco mais esse alvo" peguei no envelope que antes havia recusado e me dirijo a saída do escritório.
"Você não sabe como será de valia para mim, até logo" se despedia Bianucci com um sorriso folgado no rosto.
sábado, 3 de março de 2012
Os 50 discos mais importantes (para mim) - 45
Plastic Ono Band de John Lennon
O que mais me impressionou nesse albúm foi a sinceridade latente dele. Talvez por conhecer alguma coisa da história dos Beatles e, consequentemente, também a de John Lennon; essa sinceridade ficou bem clara desde a primeira vez que o escutei. John gritava em suas letras tudo pelo o que ele tinha passado, seja nos Beatles ou durante sua infância.
O ano era 1970 e os Beatles tinham acabado de se dissolver. John, finalmente, se via livre daquele furacão de loucura que suas músicas o tinham posto desde Love Me Do. Para inaugurar essa fase, nada melhor do que exorcizar todos seus demônios. John acabara de fazer terapia primal e coragem não faltaria para ele tirar um pedaço seu e grava-lo em um novo vinil.
Um dos trechos mais bonitos que encontrei foi o da faixa God: "I was the walrus, but now I'm John". Essa frase sintetizava tudo pelo o que ele estava passando. Usando a figura da morsa da música I Am The Walrus como metonímia do mito John Lennon que foi criado durante sua época de Beatle, John manifesta o desejo de ser apenas John, a pessoa, com todas suas qualidades e defeitos.
Lennon seria baleado 10 anos mais tarde. Infelizmente, John não poderia escrever mais músicas; mas sua obra ainda perdurará por muitas décadas. O mito John Lennon ainda esta vivo e, o mais importante, sua alma está viva nesse disco. Se você escutar com bastante atenção esse disco do início ao fim, ainda poderá ouvir a batida do coração de John.
O que mais me impressionou nesse albúm foi a sinceridade latente dele. Talvez por conhecer alguma coisa da história dos Beatles e, consequentemente, também a de John Lennon; essa sinceridade ficou bem clara desde a primeira vez que o escutei. John gritava em suas letras tudo pelo o que ele tinha passado, seja nos Beatles ou durante sua infância.
O ano era 1970 e os Beatles tinham acabado de se dissolver. John, finalmente, se via livre daquele furacão de loucura que suas músicas o tinham posto desde Love Me Do. Para inaugurar essa fase, nada melhor do que exorcizar todos seus demônios. John acabara de fazer terapia primal e coragem não faltaria para ele tirar um pedaço seu e grava-lo em um novo vinil.
Um dos trechos mais bonitos que encontrei foi o da faixa God: "I was the walrus, but now I'm John". Essa frase sintetizava tudo pelo o que ele estava passando. Usando a figura da morsa da música I Am The Walrus como metonímia do mito John Lennon que foi criado durante sua época de Beatle, John manifesta o desejo de ser apenas John, a pessoa, com todas suas qualidades e defeitos.
Lennon seria baleado 10 anos mais tarde. Infelizmente, John não poderia escrever mais músicas; mas sua obra ainda perdurará por muitas décadas. O mito John Lennon ainda esta vivo e, o mais importante, sua alma está viva nesse disco. Se você escutar com bastante atenção esse disco do início ao fim, ainda poderá ouvir a batida do coração de John.
quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012
Ween
Esse é um vídeo de uma banda que conheci recentemente. Foi vendo um episódio de South Park onde Ween toca The Rainbow no show beneficente para o Chef que os conheci. Embora eu ache que já tenha ouvido falar de Ween em um passado longínquo, foi um pouco depois de ver esse episódio que decidi garimpar mais músicas dessa banda.
A banda, cujo principais integrantes são Dean e Gene Ween, começou a gravar seus primeiros discos em meados dos anos 90. Eles costumavam usar um mini-estúdio e uma drum machine para gravar suas músicas. A razão de ter escolhido o vídeo acima é justamente por isso. Nessa apresentação, eles apresentam uma das músicas do seu próximo disco, Chocolate and Cheese, com o acompanhamento de um gravador.
Se o formato da apresentação já intriga, suas músicas não ficam para trás. Suas canções flutuam entre vários estilos sempre tendendo a fazer um rock experimental. Muito embora essa tendência se, para citar a diversidade musical da banda, não deveria deixar de citar o disco 12 Golden Country Greats. Nesse disco, eles convidaram famosos músicos de country e gravaram somente músicas desse estilo.
![]() |
| quebec (2003) |
![]() |
| Chocolate And Cheese (1994) |
terça-feira, 28 de fevereiro de 2012
Exit Through The Gift Shop
Hoje vou falar de um documentário de 2010 feito por Banksy Para quem não sabe, ele é um artista de rua que ganhou uma crescente atenção da mídia no últimos tempos. Ele é famoso por imagens ou ações controversas como botar seus quadros, sem a devida permissão em um museu ou grafitar o muro da cisjordânia.
O filme é um documentário chamado The Exit Trough The Gift Shop. Quando me interessei a ver esse filme, achava que era um documentário sobre o Banksy. Mas estava errado, o filme conta a história de Thierry, um francês que mora em Los Angeles e através de sua história, conta a história do movimento dos artistas de rua.
Se você der uma checada no IMDB, irá conferir que o filme também é classificado como comédia. Embora isso pareça difícil para um documentário, ao ver o filme você percebe o porquê dessa classificação. Essa história é tão impressionante e , ao mesmo tempo, ridícula que a torna difícil de a crer verídica.
Embora a história de Thierry se assemelhe a uma narrativa como a de Borat, o filme serve como crítica ao mercado da arte contemporânea. Além disso; o documentário nos faz incorporar no contexto da arte de rua que, embora já exista faz um bom tempo, nunca tinha sido levado a sério.
A personalidade controversa de Banksy nos faz duvidar se a história é verídica ou não. Mas isso é o que menos importa, ela é real o bastante para merecer ser contada.
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