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domingo, 19 de fevereiro de 2012

Os 50 discos mais importantes (para mim) - 49

Eu cometi um erro. Ao nomear essa série de posts eu botei o título errado. Deveria ser algo como: os 50 discos mais legais, ou mais "cool", algo assim. Porém, é tarde demais e vai ficar assim mesmo. A série de posts vai continuar com o mesmo nome. Para o número 49 eu trago um disco que é extremamente especial para mim.

Disco #49 - Blood Sugar Sex Magik do Red Hot Chili Peppers


Na vida é assim, você não começa com um gosto musical definido. Não se pode exigir que uma criança com conhecimento musical restrito saiba distinguir o que é bom ou não. A criança gosta daquilo que é mais divertido e pronto. Sem levar em conta critério algum.

Todos fomos assim, mas um dia despertamos (ou não) para melhor percepção musical e criamos nosso próprio gosto. Eu posso dizer que esse é o disco que me despertou e, mais importante, me levou a querer descobrir sobre essa coisa misteriosa que é a música.

Foi um encontro ao acaso. Até hoje não sei quais foram as circunstâncias para esse cd estar jogado na mesa da sala, mas ele estava lá. Minha curiosidade de criança ficava perplexa com aquela capa estranha com quatro caras de "língua" de fora. Não conseguia nem identificar direito o nome da banda ou do disco.

No começo me recusei a ouvir aquela coisa estranha, achando que esse disco era de algum amigo de minha mãe que esqueceu lá em casa e ia buscar. Mas esse amigo não apareceu e o cd continuou jogado na mesa da sala. O tempo foi passando, não me lembro quanto tempo resisti, mas minha curiosidade falou mais alto e me fez criar coragem para botar o cd do desconhecido no player.

Isso mudou minha vida. Aquele rock misturado com um rap engraçado me fascinou de uma forma surpreendente. A criança cujo, até então, a banda preferida era Backstreet Boys sofreu uma revolução. Minha banda preferida foi reescolhida e permaneceu no trono por muito tempo.

Esse disco me despertou a curiosidade musical para conhecer, primeiro, o resto dos discos da banda de nome estranho, para depois conhecer outras bandas de todos os tipos. Com certeza, se esse disco não estivesse largado na mesa da minha sala, eu não seria quem sou hoje.

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Os 50 discos mais importantes (para mim) - 50

Foi ao ver no site Shortlist a lista dos 50 discos mais legais da história que decidi fazer minha própria lista.
Me sinto completamente capacitado para completar tal feito e já vou avisando: essa lista vai ser extremamente parcial. Afinal, não vou apenas listar os melhores discos da história da música, mas também os meus preferidos.

Para começar decidi um artista muito especial para mim. Reclamações, usem a caixa abaixo.

Disco #50 - Construção de Chico Buarque



Para mim seria impossível não começar uma lista desse gênero com Chico Buarque. Isso acontece não apenas por ser um dos meus artistas preferidos, mas também por ser ele um dos mais importantes compositores que já pisaram na superfície terrestre.Podem até achar que estou exagerando, mas esse disco é minha prova da grandeza de Chico Buarque.

Quando Construção foi lançado Chico tinha acabado de voltar do exílio em Roma. Apesar do exílio, ele já era considerado um dos grandes artistas da música brasileira com seus 4 discos de estreia, (o último gravado na Itália). Ele já era febre após vencer um festival da música com A Banda. Ou seja, ele já era bem importante.

Mas foi com esse disco que ele provou ser gênio. Construção era mais maduro e dava início a fase de músicas de protesto que Chico comporia eficientemente a partir de então. Essa é uma verdadeira obra prima que é necessária estar em qualquer discoteca que se preze.

Dizem que gosto não se discute, mas foi com esse disco que Chico Buarque nos mostrou o que é ser unanimidade. Caso você ainda não tenha se convencido, dê o play abaixo e descubra uma das mais importantes músicas da história.




Amanhã ou outro dia aí eu boto mais um dos 50 discos mais importantes para vocês!

domingo, 5 de fevereiro de 2012

Como Fazer Um Bom Texto

Esse sabe escrever.

Não faça frases muito longas. De preferência, nunca use mais de 21 palavras na mesma frase. Também não faça parágrafos muito extensos. Tudo isso dificulta o entendimento do texto.

Tente não repetir muitas palavras. Sempre use sinônimos para não tornar o texto repetitivo. Por favor, não use que's demais.

Escreva sobre um tema cujo você tenha domínio e goste. Seja coeso, coerente e evite fazer muitas digressões.

Se possível, não escreva.

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

A Hora

Estou começando a achar que a hora é agora.

Chega de desculpas, não há momento melhor para o que estou prestes a fazer. Chegou a hora de retomar as rédeas desse querido blog. Voltar a escrever e escrever melhor que nunca.

Não existe mais desculpas. Eu sei que o cosmo conspira a meu favor e tudo vai dar certo e tudo vai ser lindo.

Não há mais dúvida nenhuma, a hora é agora.

terça-feira, 28 de junho de 2011

Sobre Como Tudo Era Melhor Antes (ou não)

A melhor estratégia de marketing para tentar reviver o Orkut não é um design novo ou disponibilizar mais funções. Todos nós sabemos que aquilo está uma grande bagunça e é isso que nos afasta de lá. É preciso pôr ordem nas coisas. Não há solução melhor para esse fim que a destruição do site. O que quero dizer com "destruição"? Simplesmente, deletar todos os usuários da rede. Quando todos estiverem deletados, voltar com o esquema de convite. Cada um recebendo 1 convite apenas. Seria uma maravilha. Demoraria um século mas esperaria ansioso pelo meu. Também acho que o primeiro a receber o direito de usar o novo Orkut deveria ser o Mark Zuckerberg. Não há nada mais hype que a ironia.

Quando lançaram o novo layout do Orkut, muitos disseram que estava uma porcaria e não tinha nada que mudar. Até hoje, muitos usam o design antigo. Acho que isso não passa de uma inaptidão da massa de analizar alguma mudança friamente. Sempre tem gente chiando. Quando o Twitter mudou, o Tumblr mudou e quando o Myspace mudou. Está bem que ninguém mais usa o Myspace e ninguém notou a mudança quando ocorreu a tal mudança. Mas enfim, algum saudosista deve ter reclamado.

Essa situação apenas reflete a maneira geral das pessoas agirem passivamente. É natural o estranhamento perante a mudança. Principalmente quando muda a funcionabilidade, o que é o caso dos layouts dessas redes sociais (talvez por isso tenha notado menos reclamações na mudança do Twitter). Volto a minha quinta-série e lembro de acusar meus coleguinhas de traidores por estarem usando o novíssimo MSN ao invés de continuar usando o fiel ICQ. Resisti até onde deu, mas aconteceu o inevitavel e ainda sinto falto dos barulhinhos característicos daquele proto-messenger.

Hoje me encontro uma pessoa mais madura mas esses desejos retrocessuais ainda continuam. Uma máquina de escrever seria um ótimo presente para mim, não muito funcional mas mesmo assim ótimo*. Como eu gosto de vinil, aqui não posso mensurar para vocês. Mas bem que queria um toca-disco moderno e não mais ter que ouvir John Lennon cantar em slow-motion. O fato é que eu acredito no comercial da Coca-cola e sim, o mundo está melhorando. O aumento da nossa expectativa de vida já é sinal de grande avanço. E claro que tem outras coisas. O número de escravos, diminui bastante né. A internet é uma coisa muito boa também. Claro que sempre existirão os babacas para tentar ferrar tudo, mas faz parte.

Quero apenas dizer: Saudade não é a verdade. Não é só porque sua infância de moleque sapeca era boa que a minha, ou de outras crianças, seja ruim. Pare de encher o saco dos outros. Todos sabem que a sua infância foi boa e surpresa, a de todo mundo foi. Sendo sincero, tudo é muito bom, não há razões para ser pessimista. Mentira, na verdade há, umas 100 por aí. Incluindo: pés na bunda, paixões platônicas, resfriados inconvenientes e sexo de menos. Porém há umas 1000 razões para acreditar que a vida é boa (por favor, eu sei que você entendeu, não me faça usar uma daquelas anedotas bíblicas).

Qualquer dias desses discorro sobre a incapacidade de reflexão em um estado de espírito eufórico(ou feliz) mas por esse post é melhor ficar por aqui para não digredir muito.

*Foi lendo O Capitão Saiu Para O Almoço E Os Marinheiros Tomaram Conta Do Navio e os argumentos de Charles Bukowski preferindo o computador pessoal a(tem crase?) máquina de escrever que consegui aceitar melhor o fato de ter só um dos dois.

quinta-feira, 17 de março de 2011

What Did You Expect From The Vaccines?

The Vaccines é uma banda londrina formada em junho do ano passado. Eles acabaram de lançar seu albúm de estreia mas antes de ser efetivamente lançado já havia muita expectativa nessa banda. Pode-se dizer que essa é a banda inglesa do momento.

Não sem razão. O disco deles está fresquíssimo e injeta ânimo nos ouvintes que procuram uma banda de impacto. Não se trata de mais uma aposta furada da crítica. The Vaccines com guitarras frenéticas e vocal estilo "Interpol" tem tudo para ser a banda do ano e quem sabe a banda da década (tudo bem, ainda é cedo para falar "da década")

A banda abusa da simplicidade e toca um rock sincero e empolgante. O disco começa com "Wreckin' Bar (ra ra ra)" e "If You Wanna", escolha certa, ganha o ouvinte logo no começo. Duas músicas que pegam fácil além de ser impossível não cantar junto o refrão da segunda.

Os poucos acordes e a pitada punk de poucos acordes rápidos continuam na maioria das faixas. "Norgaard" é outro destaque, música acelerada e divertida. Logo em seguida vem "Post Break Up Sex" com uma pegada mais melosa mas mesmo assim apaixonante. A coisa fica mais séria em "All In White" e "Family Friend" as música mais longas do disco com quatro e oito minutos("Family Friend" na verdade são duas músicas). Nada que destoe do resto, mas sim o engrandece.

WDYEFTV? é um disco extremamente recomendado. Nada mais é que a gênese de uma banda talentosa. Essa história vale a pena acompanhar, e não duvido que ainda vai se ouvir muito deles por aí.

terça-feira, 15 de março de 2011

Angles

Depois de alguns anos de espera os fãs  já podem ouvir o novo disco dos Strokes. Apesar de ainda não ter sido lançado oficialmente, Angles vazou (como esperava-se) e está disponível para streaming no Strokes.com.

Após ouvir o disco só posso acreditar no que Nick Valensi já disse. Algo melhor está reservado para a banda.

Angles não empolga. Talvez por já esperarmos muito dessa banda que já nos brindou com três ótimos discos. Não é por falta de música boa que isso acontece mas nesse lançamento nos é mostrado um Strokes mais cansado e quem sabe com um pouco de saco cheio.

Falta um pouco de coesão no albúm. As músicas variam desordenadamente de um estilo para o outro. É possível até ouvir um tipo de bossa-nova primitiva em "Call Me Back". Mas é a estética oitentista o que se sobressai após a audição.

Em um suspiro ou outro ainda é possível reconhecer um pouco dos Strokes que conhecemos no início dos anos 2000. Muita coisa mudou nesses anos e esse disco nos mostrou bem isso. Nada será como antes e muito dificilmente farão um albúm tão impactante quanto "Is This It?".

Angles é um bom disco mas é natural se esperar mais da banda mais importante da década. Eu, como fã, espero mais e acredito que ainda virão muitas coisas boas. Só desejo que o tempo de espera para o próximo seja menor.