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sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

Last Nite

http://www.youtube.com/watch?v=VH4WPceT9EI

No ano de 2000 ou 2001, não me lembro com exatidão, estava eu, nos meus 8 anos de idade. Estava eu assistindo MTV como gostava de fazer e de repente surge na programação um clipe um pouco diferente dos que eu estava acostumado. Uma banda (ou bando) de roqueiros tocando um rock que não estava acostumado a ouvir. O cenário era parecido com um estúdio de televisão e a banda simplesmente tocava sua música com total desleixo, bebiam cerveja e derrubavam os microfones.

Não foi paixão à primeira vista mas aquilo ficou marcado na minha cabeça. O que era aquilo? Não fazia a menor ideia. Até gostava do som da banda mas não havia o assimilado por completo. Eu não entendia o que eles estavam falando ou fazendo. Muito provavelmente por causa da minha pouca idade e experiência.

Só depois de quase uma década, que, no auge dos meus 17 anos, decidi dar mais uma chance àquele pessoal esquisito. Redescobri um mundo maravilhoso. Melhor seria dizer que encontrei dois mundos maravilhosos. O primeiro era o mundo dos meus 8 anos. Vendo MTV e Bob Esponja. Percebi como era boa aquela época em que viver era mais fácil e mais prazeroso. O segundo mundo foi o meu mundo atual. Me encontrei nas letras daquelas músicas. Aquilo que Julian Casablanca cantava era justamente o que eu sentia. Ele transparece nas canções dos Strokes os mesmos sentimentos que estava sentindo e sinto até hoje.

Hoje eu me junto ao coro dos bêbados desleixados. Me encontro em cada verso de decepção, isolamento e insatisfação. Hoje assisto ao mesmo clipe de anos atrás como quem se olha no espelho.

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

O Funk Carioca

O Funk já deu muito o que falar em seus poucos anos de existência. Muitas vezes ele é vítima de preconceito e outras vezes é aclamado e adorado. Esse estilo de música se tornou uma parte importante da cultura brasileira ao penetrar nos lares das casas mais abastadas do Brasil e do estrangeiro.

O que acontece é que ainda tem gente que vê o Funk com maus olhos e resiste a enxergar a sua importância. Chovem críticas de que ele não tem qualidade musical e suas letras são horríveis.

Mas se lembrarmos que na favela, de onde geralmente vem os mc's, a maioria não tem educação, não tem incentivo a cultura e não tem saneamento básico, perceberemos que é hipocrisia exigirmos que eles toquem jazz ou música clássica.

Por não conseguir tocar jazz ou música clássica, mais por falta de incentivo do que inaptidão, eles arranjaram outra forma de se expressar. Seja falando da condição da comunidade ou de sexo, eles conseguiram ter uma voz. O funk é a voz de quem mesmo vivendo em condições precárias quer se divertir e ter uma vida melhor.

Para um jovem de classe média, tudo isso pode não significar nada. Mas talvez para quem viva o funk isso tudo signifique a liberdade.

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

O Guerreiro Aponta O Seu Rifle Para O Horizonte

O guerreiro aponta seu rifle para o horizonte.
Seus olhos marejados
Enfrentam os ventos das serras desbravadas.
Seus olhos marejados
Choram as dores de uma nação sem pai.
O guerreiro carrega todas as dores numa sacola.
Com a sacola sobre os ombros,
O guerreiro escala as serras que não cansa de subir.

O guerreiro ri
Na cara de quem o chama de lunático.
O guerreiro luta por uma causa.
A causa incausada.
O inimigo é invisível e invencível,
Mas o guerreiro encontra na batalha interminável
A paz dos que não se calam perante a insatisfação.

O guerreiro é capturado.
O guerreiro é preso.
O guerreiro é torturado.
O guerreiro é morto.
O guerreiro vira mártir e vira herói.
A causa morre.
Mas o guerreiro continua
apontando seu rifle para o horizonte.

domingo, 12 de setembro de 2010

Errar

Errar é humano.
Errar duas vezes
É amar.
Errar três vezes,
É loucura.
Amar
é ser louco.

domingo, 29 de agosto de 2010

O Lado Não Descoberto

O Rock não é apenas um estilo musical. Se você acha que o Rock é apenas um estilo musical é porque você certamente não sabe o que o Rock. Ele é muito mais que um tipo de música. Ele invade os outros estilos. Ele não é uma maneira de tocar e cantar e sim uma maneira de se portar perante a sociedade. É a contra-cultura em seu estado mais bruto de ser. É dizer não às convenções e a tudo que tenha sido dito antes, seja por meros mortais ou até também por roqueiros. Viva o Rock pois ele nos permite enxergar uma alternativa divergente das formadas pelas convicções da sociedade. Ele nos aponta o outro lado do rio. O lado ainda não descoberto.

terça-feira, 13 de julho de 2010

E finalmente acabou!

Eu prometi a mim mesmo que apenas iria escrever algo sobre a Copa do Mundo após o término dela. Mas percebi que a rememoração dos acontecimentos dessa competição iria me fazer cair no mesmo erro que cairia se estivesse escrito durante ela. Na saturação da mesma informação. Percebi que escrever mais de um parágrafo sobre esse assunto é a mesma coisa que reescrever algo já escrito. Por isso não vou me referir mais a Copa. Uma pena. Mas prefiro que seja assim.

sexta-feira, 2 de julho de 2010

As Mulheres

Na falta do que falar, irei falar sobre um assunto que me agrada muito. Mulheres. Não há nada parecido com elas nesse mundo. É impossível um homem ficar indiferente na presença de uma representante do sexo feminino. Pode ser bonita, feia, magra, gorda, alta ou baixa. A simples presença dela em um ambiente muda todo o enredo que estava sendo desenrolado até então.

Exemplo. Você está em uma conversa animada com seus amigos. De repente, surge uma garota. Por mais que você e seus amigos sejam caras descolados e nada tímidos, o conteúdo da conversa irá mudar. Pelo simples fato de uma conversa com mulheres exigir a privação de certos assuntos mais delicados, geralmente ligados a sexo e coisas do gênero.

Provavelmente, as mulheres também deve mudar de assunto na presença de um homem no recinto. Mas isso é algo que eu não saberei ao certo, a não ser que arranje algum jeito de ouvir essas conversas sem ser notado. O que eu não pretendo, embora possa ser algo bem interessante. É razoável acreditar na validade da questão para ambos os sexos.

Mesmo que isso aconteça, pode-se dizer que para o homem é diferente. A entrada de uma mulher em um ambiente predominante masculino desloca o foco de toda  conversa. Os homens sabem de sua inferioridade perante as mulheres, por isso sempre procuram a tratar de modo que não cometam nenhuma gafe. Por mais que não haja interessa na figura singular, o homem sabe que ao cometer algum erro, seu "respeito" entre as mulheres podem decair gerando uma dificuldade na procura de novos relacionamentos.

Se há uma restrição de assunto por parte das mulheres é devido a pressão da sociedade em si. As fêmeas pouco se importam com a maioria dos homens que cruzam a vida dela. Elas podem até ser simpáticas mas dificilmente elas se importam com o que você pensa a respeito dela. Para as mulheres não é permitido gafes na frentes de representantes do mesmo sexo. Pois isso ocasionaria uma série de fofocas causadas por línguas viperinas, não dificilmente encontradas no mundo feminino.

As mulheres talvez fossem mais felizes se ao invés de mal-falar uma das outras, se juntassem para se apoiar nas dificuldades. Mas quem sou eu para falar disso? Eu sou apenas um homem. O certo é que as mulheres são o que faz a vida valer a pena. Elas possuem um magnetismo que nos impedem de pensar em outra coisa e nos atordoam por toda uma vida. Representam a imagem do sentimento mais nobre que um humano um dia poderia descrever, o amor.